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quinta-feira, 24 de janeiro de 2013

“Somos, entretanto, da fé”


Leitura: Hebreus 10:35-11:3

Lemos no livro de Hebreus, capítulo 10.32-35, sobre um grupo de judeus que tinha experimentado a alegria da salvação, apesar de crises sociais e financeiras. Essa satisfação fora o resultado da sua firmeza na fé em Deus que os recompensara pela sua fidelidade. Esta é uma lição importante que deve ser lembrada.
Quando nos deparamos com os problemas sufocantes da vida, devemos ter em mente que o Senhor planejou algo para nós no futuro que supera as dificuldades do presente. Infelizmente, as pessoas ali referidas estavam enfraquecidas na fé. Elas tinham começado a se esquecerem das alegrias que esperam os crentes no Além. As perseguições e as tentações causaram-lhes desânimo. O Espírito Santo advertiu-as lembrando-as da fé que haviam recebido nos primeiros dias e a que renovassem a sua esperança, pois a volta de Cristo é iminente.
Apesar da crise e de toda a sua complexidade, este é o tempo das maravilhas de Deus. É o tempo de o sobrenatural de Deus nos visitar, de uma maneira muito específica, não só em nossas vidas, mas também em nossas famílias, ministério, finanças e tudo o mais. Somos desafiados a movermo-nos por fé - a fé sobrenatural - nestes tempos de grandes conquistas, denunciando assim a nossa identidade de justificados em Cristo Jesus.
1.     O justo viverá pela fé.
“Mas o justo viverá pela fé e se retroceder, não me agradarei dele” (Hb. 10:38). Nós compreendemos que isso não é somente a base da salvação em Cristo, mas também um apoio pelo qual continuaremos a viver em Cristo. Tudo isso está contido no último parágrafo do capítulo 10 da referida carta, com o fim de nos lembrar que a fé é a fonte pela qual somos vitoriosos e renovados. Na segunda parte do verso 38, no que concerne ao futuro, o autor vai mais além, lembrando a todos que Cristo está às portas para recompensar cada crente que for achado fiel. Este facto deve estimular os crentes a não recuarem na fé, mas sim a permanecerem firmes nela. Para confirmar esta admoestação, o escritor da carta cita dois versículos do Antigo Testamento que apresentam um paralelo exato com os problemas refletidos na vida dos referidos cristãos. No livro do profeta Habacuque, os crentes enfraquecidos são aconselhados a viver pela fé, apesar das perseguições que suportavam e da aparente demora no cumprimento das promessas divinas: “Porque a visão ainda está para cumprir-se no tempo determinado, mas se apressa para o fim, e não falhará; se tardar, espera-o, porque certamente virá, não tardará. Eis o soberbo! Sua alma não é reta nele; mas o justo viverá pela sua fé” (Hc. 2:3-4). Semelhantemente, os crentes dos dias hodiernos precisam fixar seus pensamentos na volta de Cristo, vivendo com a confiança de que sua fé no Senhor assegura a salvação de suas almas e o gozo da vida eterna: “Nós, porém, não somos dos que retrocedem para a perdição mas somos da fé, para a conservação da alma” (Hb. 10:39).
O justo viverá pela fé. Pela fé no Deus que não pode falhar e que sempre velará para que a Sua Palavra jamais volte para Ele vazia. Pela fé sobrenatural que não nos autoriza a retroceder, - que é voltar aos velhos caminhos, às velhas atitudes, ao antigo comportamento pecaminoso (nas amizades, no namoro, no noivado, na família, na escola, colégio ou faculdade, na rua, no trabalho, na TV, nos filmes, nas praias, nas diversões, nas noites) - mas nos impulsiona para o lugar da conquista e da vitória e, ao mesmo tempo, mantém-nos firmes no propósito da conquista das promessas de Deus, até que elas se cumpram plenamente em nossas vidas. Se somos justificados pela fé, também vivemos pela fé, porque somos da fé!
2.     Somos da fé!
Para que tenhamos uma poderosa fé, a primeira coisa que devemos fazer é estabelecer o conceito de que a Palavra de Deus é íntegra. Temos de saber com muita certeza que a Palavra é exatamente no que afirma ser: uma revelação de Deus para nós, é Deus falando connosco. Não é somente um livro sobre o passado e o futuro, mas também o é sobre o presente. A versão inglesa de Moffat traduz o verso de Hebreus 4:12 do seguinte modo: “Pois a Palavra de Deus é uma coisa viva”. Viva, com vida própria, animada. Mas ela só é vida para nós, se a aceitarmos como vida e agirmos com base no que ela diz, pois Deus e a sua Palavra são uma e a mesma coisa, assim como nós e a nossa palavra somos uma coisa só.
Que fé é esta da qual nós, os justificados em Cristo Jesus, pertencemos? Esta é a fé sobrenatural, da qual nunca podemos prescindir, que está registada em Hebreus 11:1 como sendo “… a certeza das coisas que se esperam, a convicção de factos que se não veem”. As lutas e as tentações veem e procuram assaltarem-nos, fazendo com que rejeitemos os factos invisíveis do futuro, em troca de coisas visíveis do presente, mas em vez de cedermos às tentações, fundamentemos a nossa fé enquanto resistimos a elas.
Realmente, a fé do justo e vitorioso é uma certeza e uma convicção; não é uma hipótese, nem uma possibilidade. Os que são da fé não vivem no campo das conjeturas e muito menos das teorias e argumentações filosófico-teológicas. Os que são da fé se movem por certezas e convicções claras e específicas, sustentadas pelos princípios da fidelidade e da soberania de Deus, o Deus Todo-Poderoso que nunca pode falhar e que é Fiel para cumprir com todas as Suas palavras e decretos.
Os justos em Cristo Jesus devem mover-se na Terra, certos e convictos de que, pelo poder da Sua Palavra, o Deus Todo-Poderoso formou todo o universo, “de maneira que o visível veio a existir das coisas que não aparecem”. Sim, só por meio dessa fé sobrenatural é que o nosso entendimento a respeito dessas coisas misteriosas e sobrenaturais pode ser aberto. Só os que são da fé podem entender os mistérios das operações de Deus, como, por exemplo, nutrir a certeza e a convicção de que a vitória e a restituição chegarão às suas vidas, apesar de não se ver absolutamente nada que as prenuncie.
Só por meio dessa fé sobrenatural poderemos esperar tranquilos pelo cumprimento das promessas de Deus, ainda que não as vejamos, porque estaremos certos e convictos de que tudo aquilo que Ele liberou a nosso respeito já existe no plano invisível (ou espiritual) e que no tempo sobremodo excelente de Deus se manifestará no plano visível (físico ou material). Uma das bases para se entrar no campo das maravilhas de Deus está no facto de que os que são da fé não precisam ver, fisicamente, para estarem certos e convictos da fidelidade e soberania de Deus. Aleluia!
3.  A conquista do galardão e da promessa dependem do exercício da fé.
Jesus ensinou-nos o segredo do poder da fé. É fundamental cultivar a fé, pois é com a fé que nós olhamos as coisas e as vemos como Jesus as via. O alimento da fé cristã é a Palavra de Deus, a qual nos comunica as verdades do mistério de Deus e do mistério do Homem. Mas não basta alimentar a fé, isto é, não basta vermos as coisas como Deus as vê. É preciso exercitarmos a fé. Porque a qualidade daquele que anda reto diante de Deus é indescritivelmente preciosa aos olhos do Senhor. Assim que tiver esta fé inabalável será capaz de, com intrepidez, dar a voz de comando, para que as montanhas de tristeza, lutas, deceções e etc., se desmoronem e caiam no mar do esquecimento e para que a pobreza se transforme em abundância, a doença em saúde, a timidez e o medo em confiançaIt is a metaphysical state of mind which truly unleashes the awesome power which we all have within us.. Não se engane, o poder da fé pode fazer milagres. With your faith working diligently there is not one thing you will not be able to accomplish if you so desire it.
Exercitar a fé é tomar atitudes, opções, decisões e escolhas de acordo com o que a Palavra de Deus nos transmite. A Palavra de Deus diz-nos, por exemplo, que Deus está em nós e está disponível para nós vinte e quatro horas por dia. Exercitar a fé significa atuar de acordo com esta verdade. É importante sabermos que a fé não é apenas um saber. A fé é também uma maneira de agir em sintonia com Deus que, pela Sua Palavra, se revela ao Homem, dizendo-lhe quem é e qual é o seu plano para a Humanidade.
A fé é o ponto principal na nossa vida. É mediante o exercício da fé que podemos fazer maravilhas semelhantes às que Jesus fez. Os resultados da fé, oração e trabalho, sempre serão a multiplicação e a geração de milagres baseados nas promessas de Deus. Se existe uma promessa na sua vida, e ela não se cumpre... lembre-se: O Senhor é o Deus que cura a esterilidade!
Exercitar a fé é obediência, firmeza, testemunho, dar o melhor, confiar na fidelidade de Deus e ver a sua ajuda de forma sobrenatural. Se exercitar a sua fé, verá a glória de Deus (Lc.11). Que o Senhor o ajude a iniciar neste dia uma grande jornada de fé em Deus! Este será o tempo dos milagres de Deus em sua casa! Venha a Jesus e receba esta confirmação em sua vida. Dê este passo de fé!
É muito importante levar Deus a sério e agir de acordo com aquilo que o Senhor nos revela. Nas nossas escolhas, decisões, atitudes e comportamentos devemos proceder contando sempre com Deus. Eis o princípio a termos presente no exercício da fé: contar sempre com Deus e nunca tentar a Deus.
Tentar a Deus significa pretender que Deus faça o que nos compete fazer a nós. Deus está connosco, mas não está em nosso lugar. Deus nunca nos substitui, a fim de nos realizarmos como pessoas livres, conscientes responsáveis, únicas, originais e irrepetíveis. Se, por exemplo, estudei para o exame, devo exercitar a fé e dizer ao Senhor: sei que fiz o que devia e tu agora vais avaliar o resultado do meu trabalho. Ajuda-me para que tudo o que estudei se torne presente na minha mente. Neste caso, Deus estará comigo, avaliando o resultado do meu trabalho.
Podemos ter a certeza de que Deus é sempre verdadeiro e fiel. Mas não devemos fazer preguiça, pensando que Deus nos vai substituir, metendo-nos magicamente na cabeça as coisas que não estudamos. Tentar a Deus é não ser sério consigo nem com Deus.
As pessoas que procuram tomar Deus a sério, exercitando a sua fé, tornam-se fortes. O medo começa a desaparecer das suas vidas e começam a ser capazes de fazer coisas que nunca conseguiriam sem o exercício da fé. A fé ativa no interior da pessoa uma série de forças espirituais que, segundo um exemplo dado por Jesus, nos torna capazes de remover as próprias montanhas, que são os problemas e as dificuldades capazes de destruir a pessoa que não se exercita na fé. Com a força da fé, somos capazes de fazer maravilhas e transformar o mundo.
Quando recebemos a Palavra de Deus e decidimos nos mover firmados no que Ela quer dizer e não naquilo que a nossa carne nos quer mostrar, então estamos exercitando a nossa fé. Exercitar a fé é decidir tomar posse da Palavra de Deus e se mover pelo que ela quer dizer. A Palavra nos garante que a caminhada do justo, isto é: dos que são da fé, é recheada de galardões e promessas. Porém nós vemos que só exercitando a fé conseguiremos ver as promessas e galardões se materializando em nossas vidas. Uma coisa é receber a Palavra da promessa e outra, bem diferente, é tomar posse da promessa e vê-la se cumprindo em nossas vidas. Há cristãos que, de pronto, recebem a Palavra da promessa, mas em pouco tempo esmorecem e não conseguem entrar no território da conquista, ficando frustrados, desanimados e desistidos.
4.     Três qualidades dos justos que denunciam o exercício da fé:
Muitas são as qualidades dos que são justos em Cristo e que vivem a expressão da fé sobrenatural, mas pelo menos três delas podemos encontrar no texto bíblico em estudo.
a) Confiança
Deus espera que abandonemos o espírito de pessimismo e que reafirmemos a nossa confiança no Seu poder. Um verdadeiro cristão é chamado para exercer influência neste mundo e não para se sentir o tempo todo enfraquecido. Infelizmente, muitos cristãos estão mais preocupados em sobreviver, deixando de confiar no poder de Deus, do que exercer o papel para o qual foram chamados. Jesus usou a parábola do sal e da luz, para mostrar a nossa responsabilidade nesta terra, pois vivemos num mundo em conflitos que procura respostas mais profundas.
Ter confiança em Deus por meio de Jesus Cristo é como viajar com um bom mapa. Quando chegamos a um cruzamento onde temos de enfrentar uma escolha moral ou espiritual, se tivermos a Bíblia, corretamente compreendida, ajudar-nos-á a fazer a escolha certa. Quando seguimos a vontade de Deus, podemos ter confiança em que, embora a estrada atravesse territórios desconhecidos, chegaremos com segurança ao nosso destino. Apesar de muitas vezes não conseguirmos ver esse destino podemos ficar certos de que chegaremos lá.
Confiança é crer na fidelidade de Deus. Você crê que Deus é fiel? Se crê na fidelidade de Deus, verá os milagres de Deus acontecerem em sua vida, as grandes obras contidas na sua palavra. O texto bíblico diz que a confiança precede galardões, isto é: o Senhor presenteia os que têm coração confiante. Confiar é um exercício de fé e está ligado à fidelidade das partes envolvidas. Como encontrar confiança dentro da infidelidade? Impossível! Se alguém for infiel, como poderá depositar plena confiança em alguém, ainda que seja perfeitamente Fiel, como o nosso Senhor? Todo o infiel desconfia! Toda a infidelidade gera algum nível de desconfiança. É claro que nem toda a desconfiança é fruto da infidelidade, mas toda a infidelidade gera desconfiança.
Assim, o infiel não alcança os seus galardões porque baliza seus relacionamentos pela desconfiança e não pela fé, pois desconfia de Deus, dos líderes, dos liderados etc, vivendo aquém dos limites da fé sobrenatural.
Se não estivermos convictos de que o Senhor é Fiel e que nEle não há nenhuma variação ou sombra de dúvida, jamais exercitaremos a confiança nEle, crendo que a Sua Palavra se cumprirá em nossas vidas e histórico.
b) Perseverança.
Esta é outra palavra que denuncia o exercício da nossa fé. Quem crê, verdadeiramente, persevera na fé. Perseverar é insistir na rota da fé, ainda que não hajam evidências materiais de que a promessa se cumprirá. Perseverar é continuar profetizando a vitória, com base na Palavra da promessa e jamais nas expressões da nossa carne. Quem só consegue andar pelo que os órgãos dos sentidos testificam, não anda por fé e tem dificuldade de perseverar na rota da conquista de uma promessa. Perseverar na caminhada espiritual é uma decisão e denuncia a nossa fé sobrenatural.
A fé exige de nós firmeza. Quem tem fé precisa de ser firme. Esta firmeza diz respeito a algo inabalável. Quem começou sua caminhada de fé com o Senhor, com a sua Palavra e Igreja, não pode deixar que alguma coisa ou pessoa abalem a sua fé. Se confia em Deus será firme e não permitirá que pessoas ou circunstâncias possam tirá-lo da presença de Deus e da igreja. Sempre que sua fé for obediente e firme você será um bom testemunho.
c) Obediência.
A obediência é uma virtude moral pela qual acatamos e cumprimos as ordens da autoridade legítima, que é Deus, o Pai. Quando Samuel disse a Saul que o obedecer é melhor do que o sacrificar, foi porque o rei de Israel não obedecera à ordem de Deus transmitida pelo profeta: 1 Samuel 15:22.
A obediência como virtude espiritual é indispensável à operação do Espírito Santo na vida do crente (At. 5:32), porque revela uma sujeição voluntária à autoridade divina (Rm. 6:17). Quando o crente obedece à Palavra do Senhor, a divindade faz morada nele (Jo. 14:23) e a ele se manifesta (Jo. 14:21), tornando-se assim para ele segredo de uma vida renovada. O crente que obedece em tudo a Cristo experimenta a manifestação da glória de Deus na própria vida. Jesus disse: “Não te hei dito que, se creres, verás a glória de Deus” (Jo. 11:40)? Esta virtude espiritual é o elemento emocional que leva o homem a sentir profundo remorso por ter desobedecido ao seu Criador. Quando Moisés obedeceu ao Senhor na construção do tabernáculo, a glória de Deus encheu a casa (Êx. 40:16-36). Mas no dia em que desobedeceu ao mandado do Eterno, perdeu o direito de levar o povo à terra prometida (Nm. 20:12). Que o Todo-poderoso nos ajude a viver em obediência, para que a água de uma viva renovação possa correr em nosso interior (Jo. 7:37, 38).
A obediência verdadeira é aquela pela qual o cristão consciente e responsavelmente coloca o seu poder criador, sua capacidade de iniciativa, a serviço da comunidade cristã, representada na autoridade pastoral. Paulo diz: “Recebemos a graça e o apostolado, para a obediência da fé entre todas as gentes...” (Rm. 1:5).
Contudo devemos esclarecer que obediência não se confunde com a atitude servil de quem, por interesses vis ou por covardia, se despersonaliza a ponto de tornar-se um mero instrumento para o bem ou para o mal nas mãos do que comanda; nem se identifica também com a atitude de "bom menino" que, como se fosse um fantoche sem iniciativa pessoal, reproduz maquinalmente o que lhe é imposto. Ela é um fator de integração de seres livres e responsáveis na obra comum a todos, que é a obra da Igreja. Essa submissão tem dois aspetos: o primeiro é a execução da ordem, e o segundo é o acatamento da autoridade ou a assimilação do seu espírito. Cristo foi obediente até a morte, e morte de cruz (Fp. 2:8).
Diz o texto que só pela obediência uma promessa se torna alcançável. Muitos não conquistam as promessas, não é porque não as têm, mas porque não perseveram na obediência a Deus, confiando na Sua fidelidade. Sempre que a desobediência entra na vida de alguém, algum nível de paralisia ocorre em sua vida. Há muitas pessoas paralisadas em suas conquistas espirituais e a culpa não é de Deus, mas da desobediência que está em suas vidas. Não creem o bastante em Deus para obedecê-lO integralmente!
Hoje o Senhor nos confronta quanto à nossa conquista espiritual. Temos ou não exercitado a nossa fé sobrenatural? Vamos ou não romper na conquista dos galardões e das promessas maravilhosas de Deus? Dê um basta agora mesmo na infidelidade, desistência e desobediência, se porventura existirem em sua vida. Decida mover-se pela fé sobrenatural, crendo não só nas promessas de Deus, mas principalmente no Deus das promessas, que sempre é Fiel, ainda que sejamos infiéis. O Espírito Santo não veio com o propósito de nos fazer apenas falar em outras línguas, expelir demónios ou ter poder para realizar alguns milagres... Não! Ele vem sobre os filhos de Deus para realizar as mesmas obras e até maiores que o Senhor Jesus realizou! E como o próprio Jesus disse: “Em verdade, em verdade vos digo que aquele que crê em mim fará também as obras que eu faço e outras maiores fará, porque eu vou para junto do Pai” (Jo. 14:12). É exatamente para esta finalidade que o Espírito de Deus vem sobre os seguidores do Seu Filho!
O Espírito Santo é o responsável pela fé sobrenatural. Ele usou o Senhor Jesus para realizar grandes maravilhas e também usou os apóstolos para fazerem a mesma coisa. Naquela ocasião, Ele usou os homens que tinha nas mãos. Hoje também, quer usar aqueles que permitem ser usados para continuar realizando os mesmos milagres e maravilhas, a fim de manifestar a glória de Deus neste mundo. O Senhor Jesus, absolutamente convicto da vontade de Deus, disse-lhe: “Não te disse eu que, se creres, verás a glória de Deus” (Jo. 11:40)? Prevaleceu a Sua autoridade e Sua fé sobrenatural sobre aquela fé natural.
Entre na rota da conquista sendo fiel a Deus nas alianças, dízimos, ofertas, votos, serviço etc. Decrete, em nome de Jesus, o fim do tempo da derrota, da perda e da desistência em sua vida e celebre a inauguração e um tempo novo de grandes conquistas dos galardões e das promessas de Deus em Cristo Jesus. Amém!

sábado, 19 de janeiro de 2013

Para Termos a Providência Sobrenatural de Deus, Precisamos de Orar com Eficácia!


“E Elias lhes disse: Lançai mão dos profetas de Baal, que nenhum deles escape. E lançaram mão deles; e Elias os fez descer ao ribeiro de Quisom, e ali os matou. Então disse Elias a Acabe: Sobe, come e bebe, porque há ruído de uma abundante chuva. E Acabe subiu a comer e a beber; mas Elias subiu ao cume do Carmelo, e se inclinou por terra, e pôs o seu rosto entre os seus joelhos. E disse ao seu servo: Sobe agora, e olha para o lado do mar. E subiu, e olhou, e disse: Não há nada. Então disse ele: Volta lá sete vezes. E sucedeu que, à sétima vez, disse: Eis aqui uma pequena nuvem, como a mão de um homem, subindo do mar. Então disse ele: Sobe, e dize a Acabe: Aparelha o teu carro, e desce, para que a chuva não te impeça. E sucedeu que, entretanto, os céus se enegreceram com nuvens e vento, e veio uma grande chuva; e Acabe subiu ao carro, e foi para Jizreel. E a mão do Senhor estava sobre Elias, o qual cingiu os lombos, e veio correndo perante Acabe, até à entrada de Jizreel” (1 Rs. 18:40-46).
Nesse período, Israel estava sob o reinado de Acabe, um rei que desagradou tremendamente ao Senhor (1 Rs. 16:29-33). Por causa disto, o Senhor envia Elias para anunciar que Israel seria castigado com a seca (1 Rs. 17:1). Passados três anos e meio, o Senhor envia Elias novamente a Acabe para levar-lhe as boas novas: “darei chuvas sobre a terra” (1 Rs. 18:1).
Elias então convoca o povo e todos os profetas de Baal e do poste ídolo para o monte Carmelo, para um grande confronto, onde Deus manifestaria a Sua glória e Seu poder (1 Rs. 18:19-40). No entanto, como Deus não opera na ilegalidade, antes da Sua bênção chegar, algumas coisas deveriam acontecer: o altar da adoração precisava de ser restaurado (1 Rs. 18:30-32a), o pecado do povo precisava de ser julgado (1 Rs. 18:37-38), o povo precisava de quebrantar-se na presença do Senhor (1 Rs. 18:39) e os profetas de Baal e do poste ídolo precisavam de ser julgados (1 Rs. 18:40).
O profeta Elias acaba de ser usado pelo Senhor para realizar um grande milagre. Ele tem apenas uma oração simples e Deus abriu os céus e enviou fogo, provando ser o Senhor de todos. Elias acabou de ver o povo de Israel curvar-se diante de Deus e proclamar a sua fé e lealdade a ele. Elias acabou de matar os 450 profetas de Baal. Seu dia foi muito ocupado para dizer o mínimo. A maioria de nós teria procurado uma poltrona para que pudéssemos descansar. Mas Elias não!
Assim, em vez de andar no por do sol para saborear a sua vitória sobre o mal, Elias começa a trabalhar novamente para ver se a chuva vem como Deus prometeu que viria. Ele nos ensina uma lição nesta passagem de que não há lugar para desistir. Nunca vai ter um dia em sua caminhada com Deus, de modo a que tenha a oportunidade de se sentar e não fazer nada. Muitos estão fazendo exatamente isso, mas não é porque não há nada para fazer. Não é também porque o Senhor lhes permite que se sentem. Sentam-se, pois, ao contrário de Elias, porque nunca aprenderam a verdade de que a caminhada dos filhos de Deus na sua obra nunca termina!
Todos nós já ouvimos o velho ditado, “Um homem pode trabalhar de sol a sol, mas o trabalho de uma mulher nunca acaba”. Esse é um ditado verdadeiro para muitas mulheres! O mesmo pode ser dito sobre um servo do Senhor também. Quando uma pessoa chega ao local onde é totalmente entregue à vontade de Deus para a sua vida, ela nunca irá parar de servir, até que Ele a chame para casa. Unamo-nos a Elias no rescaldo da sua grande vitória no Carmelo e aprendamos a lição de que o trabalho do Profeta nunca acaba. Há três características apresentadas por Elias nestes versículos que nos ensinam como podemos permanecer ocupados todo o tempo na obra do Senhor.
São essas as condições para o avivamento e a renovação espiritual. Entregue-se qualquer igreja à consagração, à oração fervorosa e à extirpação do erro, e não é preciso haver ansiedade quanto ao resultado: haverá chuva em abundância.
Elias, nesse episódio, mostra algumas características muito importantes não só quanto ao seu perfil do intercessor eficaz, mas também quanto ao tipo de oração que atrai a providência sobrenatural de Deus.
1. Algumas características importantes do intercessor eficaz:
a) Tem comunhão e harmonia com Deus
À medida que vamos amadurecendo no Cristianismo, começamos a compreender que ser crente não é apenas um privilégio, mas também constitui uma responsabilidade. E sendo a principal barreira que impede a expansão da influência de satanás no mundo, precisamos entender bem a importância da comunhão e harmonia com Deus.
A palavra comunhão, tão proferida nos meios evangélicos e tão desejada pelas igrejas, provém do termo grego (koinonia), “comunhão”, “relação”, “comunicação”. Vem de (koiné), que significa “comum”, que por sua vez deriva-se do latim communis (servir a, trabalhar com).
A comunhão com Deus é a essência do louvor. Nossa comunhão com Deus está condicionada à nossa comunhão com o próximo e a uma vida sem pecado. Deus não é como o homem que conhece somente o exterior, Ele é Omnisciente, Omnipresente e Omnipotente (Sl.139), conhece nosso coração e nossas intenções, não tem como escondermos nada dele. A sinceridade deve ser a essência de nossas vidas.
Ter comunhão com Deus é diferente de ter a vida de Deus. A vida de Cristo em nós é um facto (2 Co 5:17; Cl. 1:27; 3:4). Não depende de qualquer esforço nosso e é produzida pelo Espírito Santo (Rm. 8:9-11; Jo 1:13; 3:6). A comunhão, por sua vez, é conquistada com diligência e esforço (1 Co. 9:23-27) “Com toda oração e súplica, orando em todo tempo no Espírito, e para isto vigiando com toda a perseverança” (Ef. 6:18). A vida é fruto do nascimento - a comunhão, do relacionamento.
Por várias vezes encontramos na palavra de Deus o versículo: “Amarás o Senhor, teu Deus, de todo o teu coração, de toda a tua alma, de todas as tuas forças e de todo o teu entendimento” (Dt. 6:5; Lc. 10:27; Mc. 23:30; Mt. 22:37). Não temos como fugir, o amor a Deus deve ser sobre todas as coisas, pois Ele é o dono de tudo. Só temos condições de estar em harmonia com Ele, se O amarmos de todo o nosso coração. Devemos pensar em Deus e almejar a sua presença todo o tempo de nossas vidas, não é assim quando amamos alguém?
O Senhor Jesus quer fazer morada em nossa casa e em nossas vidas (Ap. 3:20), mas Ele não é atrevido e só vem morar connosco se quisermos. Quando recebemos alguém em nossa casa, fazemos o possível para mostrar harmonia em nossa família, faz parte da boa educação, não queremos constranger nossas visitas. O mesmo devemos considerar sobre a presença de Deus que é muito agradável, além de indispensável. Não podemos ofendê-lo fazendo aquilo que não o agrada. Devemos ser santos naquilo que vemos, ouvimos, falamos e fazemos (1 Pe. 1:13-25).
A Bíblia nos aconselha por diversas vezes a amar o próximo como a nós mesmos ou como Cristo nos amou (Tg. 2:8; Gl. 5:14; Jo. 13:34; Mt. 22:39) e ainda chega a chamar de mentiroso aquele que diz que ama a Deus e não ama seu irmão (1 Jo. 4:20). Não temos como fugir! Quem não ama o seu irmão não tem comunhão com Deus, pois não está de acordo com a sua palavra. Este parece ser o mandamento mais difícil que Deus nos deixou. Devemos tomar muito cuidado, pois é aí que muitos de nós tropeçamos. O capítulo de 1 Coríntios 13 anula qualquer sacrifício, qualquer dom e qualquer obra se não temos o amor. A comunhão com nossos irmãos nos leva à comunhão com Deus, ou nossa comunhão com Deus depende de nossa comunhão com os irmãos.
Ter comunhão é estar de acordo com alguém, ter uniformidade de ideias é estar em harmonia. Louvar é elogiar, exaltar, glorificar. O louvor a Deus só acontece quando se tem comunhão com Ele. Não tem como elogiar alguém se não está de acordo com este.
A harmonia é definida como um acordo de sentimentos, ideias or action; getting along well together. ou ação; andando bem juntos. Fala-se mesmo de perfeita harmonia. Também é um termo musical para explicar o som de dois ou mais tons musicais em um acorde. Somente a verdadeira harmonia com Deus, pode nos trazer também uma verdadeira harmonia para nós mesmos e para o relacionamento com o nosso próximo.
The term is used here to talk about the wholeness of our entire being; spirit, soul, and body being in a state of completeness, undivided and unbroken in order to be men and women of integrity before God.O termo é usado aqui para falar sobre a totalidade do nosso ser inteiro: espírito, alma e corpo estar em um estado de plenitude, indivisível e ininterrupta, a fim de sermos homens e mulheres íntegros diante de Deus. Quando não estamos em paz connosco, ou com aqueles a quem amamos, isto é um sinal de que a nossa comunhão com Deus foi interrompida e necessita de ser restaurada, pela limpeza dos canais que obstruíram tal comunicação com Deus, no espírito.
The most striking example I can think of is that of Jesus in theO exemplo mais marcante que eu posso pensar é o de Jesus no garden jardim of de Gethsemane Getsêmani when he surrendered His will and his whole being to the will of God. quando submeteu a Sua vontade e todo o seu ser à vontade de Deus, onde teve de experimentar as piores profundezas da angústia, o que significa que sofreu grande aflição, sabendo de antemão que o proceder nobre que ele adotaria envolveria alguma agonia. Sua alma e emoções intensas completamente submetidas ao seu espírito e as suas acções corporais em perfeita consonância com o que estava acontecendo no fundo de sua alma, mente e espírito. He rose up victorious and unflinching in his decision. Ele levantou-se vitorioso e inflexível em sua decisão. Deveras, Jesus sabia que teria de manter a sua integridade mesmo a ponto de sofrer a morte.
A questão não é só falar com Deus, mas também é ouvi-lO e discernir a Sua voz. É preciso manter-se ligado a Deus, pela adoração, mesmo quando preferiria estar em outro lugar. É preciso manter-se ligado a Deus, ter comunhão, saber que Cristo está aqui connosco. É preciso manter-se To stay connected to God, pray, confident that God will answer in the best way. ligado a Deus, orando, confiante de que Deus vai responder da melhor forma. É preciso manter-se ligado a Deus, lendo a Bíblia, mesmo que às vezes seja difícil de entender. É preciso manter-se ligado a Deus, rápido, sabendo que podemos viver sem o que desistir. É preciso manter-se ligado a Deus, servindo aos outros, porque sabemos que podemos ver Cristo no rosto dos inferiores, os últimos, os perdidos, e os solitários. To stay connected to God is to be part of God's kingdom, doing God's work. É preciso manter-se ligado a Deus fazendo parte do reino de Deus e fazendo o trabalho de Deus. It is a connection we will never regret. É uma conexão da qual nunca se vai arrepender.
É preciso uma vida de obediência à voz de Deus (1 Rs. 17:2; 18:1). É preciso conhecer a vontade de Deus e obedecê-la, isto é: andar em harmonia com Deus, em linha com os Seus propósitos. Obediência à Palavra de Deus é essencial para termos poder na oração!
b) Tem compromisso com a santidade
Podemos viver no ar puro do Céu. Poderemos fechar a porta para a imaginação impura e os pensamentos não santificados se levarmos nosso coração à presença de Deus por meio da oração sincera. Aqueles cujo coração estiver aberto para receber o apoio e a bênção de Deus andarão em uma atmosfera mais santa do que a da Terra e manterão comunhão constante com o Céu. O coração deve almejar constantemente a presença e a graça de Jesus para que a mente receba a iluminação divina e a sabedoria celestial.
Necessitamos de ter uma visão mais clara de Jesus e uma compreensão mais ampla do valor das realidades eternas. A beleza da santidade deve encher o coração dos filhos de Deus. Para conseguir isso, devemos buscar as divinas revelações das coisas celestiais.
Devemos manter-nos tão perto de Deus que, em cada provação inesperada, nossos pensamentos se voltem para Ele tão naturalmente quanto a flor se volta para o sol. O girassol se mantém virado para a direção do sol. Se é desviado da luz, ele gira o próprio caule até levantar as pétalas em direção aos luminosos raios solares. Assim, também, todos os que entregaram o o seu coração a Deus devem virar-se para o Sol da Justiça e com profundo desejo procurarar receber os brilhantes raios de glória que saiem da face de Cristo.
Creio que, na verdade, para uma aliança próspera com Deus bastaria sermos santos, separados plenamente para Ele. No entanto, parece que dessa forma, não compreendemos claramente o conceito de andar em aliança com Deus; nossa mente precisa de algo mais, em termos de definições, para aprofundarmos o conceito do discípulo de aliança. Poderíamos resumir dizendo que estar em aliança com Deus é ter compromisso com a santidade, o que pressupõe dois aspectos fundamentais: andar como alguém que foi santificado ou separado pelo Senhor para Ele mesmo e como alguém que pessoalmente se santifica ou separa para o Senhor. Porque aqueles que são espirituais devem separar-se daqueles que estão frios espiritualmente! Se permitir ser influenciado por aqueles que são frios em sua caminhada com Deus, eles vão baixar a sua temperatura espiritual. Nesse aspecto, a palavra-chave para aliança com Deus é compromisso com a santidade. Em síntese, quem está em aliança com Deus é santo e está comprometido com Ele, por isso se santifica.
Dentre as várias palavras ligadas a compromisso com Deus, destacaremos pelo menos três: obediência, submissão e fidelidade. Na verdade, nenhuma delas está dissociada das outras, pelo contrário, estão todas relacionadas e intimamente ligadas, pelos vínculos da aliança. Assim, não se admite que alguém pretenda trilhar a rota do surpreendente de Deus negligenciando qualquer uma delas.
A oração eficaz depende de não termos pecado não confessado. O pecado separa o homem de Deus. Como conseguiremos orar ao Pai com eficácia, se estivermos separados dEle pelos nossos pecados? Nossa autoridade espiritual sai quando o pecado entra em nossa vida. Eis uma das razões pelas quais muitos oram e não são respondidos. Quando o pecado nos domina, é porque nos tem faltado uma verdadeira comunhão com Deus, porque quando isto nos falta, costumamos nos entregar a práticas e a excessos destrutivos e pecaminosos, que de nenhum modo poderiam nos dominar caso estivéssemos vivendo numa relação abençoada com o Senhor, da qual decorre sempre equilibro, segurança, harmonia e paz.
c) Não se associar erradamente na oração
Na oração, antes só do que mal acompanhado. Elias subiu ao Carmelo sozinho para a importante batalha da oração (1 Rs. 18:41-42). O homem de Deus, que permaneceu firme como um embaixador do Senhor, agora se inclina como um intercessor diante do Senhor!
Por que, naquele momento tão importante, Acabe, que era o rei, foi dispensado pelo profeta?
A resposta é simples: Elias não se associaria em oração com alguém que não estivesse em linha com o Senhor. Afinal, apesar de ser o rei de Israel, Acabe era também um satanista a serviço de Jezabel. Sua participação na intercessão, num momento tão significativo, era perfeitamente dispensável.
Nestes tempos de providência sobrenatural de Deus, se quisermos entrar no território da conquista, precisamos de nos associar correctamente para as batalhas de oração, pois muitos fazem orações “contrárias”, humanísticas e, até, despidas de fé.
Precisamos de ser humildes como Elias (v. 42b), que prostrou-se diante da presença do Senhor. Precisamos de ser específicos como Ele foi (v. 43), Tiago 5:17-18 nos diz que Elias foi muito específico em sua vida de oração. Não devemos perder tempo em generalidades simples, mas orarmos com fé mencionando especificamente as coisas que precisavam de ser feitas. Deus honra esse tipo de oração! Se não orar especificamente, nunca sabe quando o Senhor responde à sua oração! Ore especificamente sobre as coisas que quer ver feitas!
Precisamos de ser sinceros. Elias foi sincero sobre sua oração (Tg 5:16-18). Ele não tomou uma atitude sem ânimo para a sua vida de oração, mas ele orou com fervor. Sua alma se comoveu com a necessidade do povo. Ele sentiu a pressão da coisa que ele orou! Que o Senhor nos livre da oração irreverente que nada aproveita! Possa a igreja recuperar o desejo de orar, a oração fervorosa! A oração que move a alma e as linhas de nossa vontade com a do Pai Celestial. Afinal, esse é o propósito da oração: para nos levar ao mesmo lugar Deus já está em relação com o nosso pedido!
Precisamos de ser persistentes como Ele foi (v. 43), oito vezes o funcionário é informado para ir e olhar para o mar. Sete vezes não há nada lá. No entanto, Elias continuou orando e continuou acreditando. Ele não permitiu que a circunstância de que a resposta estava no caminho afectasse a sua segurança interior. Ele foi persistente! Às vezes, como Elias, nós vamos enfrentar atrasos nas respostas às nossas orações. Por que isso? Um escritor disse desta forma, “não é que Deus seja difícil de convencer, é que Ele vai dizer-nos o que dizemos”. Há momentos em que Deus responderá à oração imediatamente. No entanto, há momentos em que a resposta está atrasada. Quando esses tempos vêm, Deus quer ver-nos a continuar fiéis em oração, à espera de sua resposta. Vamos aprender a ser pacientes! É na perseverança na oração que a carne é mortificada pela fé permite subir ao seu ponto mais alto! Deus quer que nunca desistamos! Não desistamos diante dos desafios, de sermos cristãos autênticos, não desistamos diante das muralhas. O céu inteiro está ao nosso lado, precisamos de acreditar que o nosso inimigo já está derrotado! Além de Deus, todo o céu está ao nosso lado, um exército d'Ele está a nosso favor. Precisamos assumir, com determinação, a nossa fé: “Não desviar nem para direita nem para esquerda...”, como ensina a Sagrada Escritura. Se ele colocar algo em seu coração, ore até que se torne uma realidade!
Precisamos de ser expectantes como Ele foi (v. 41, 43) - Elias continuou orando e mantendo o envio de seu servo de olhar para o mar. Por quê? Porque ele estava operando na fé na promessa de Deus. Ele sabia que a chuva estava vindo. Ele estava esperando grandes coisas de Deus! (Nota: A palavra para “chuva” no versículo 41 refere-se a um forte aguaceiro, Elias estava esperando grandes coisas de um grande Deus!)
Quando nos escondemos atrás da cruz do Senhor Jesus; quando desaparecemos, para Cristo aparecer; quando morremos para que a vida de Cristo se manifeste em nossa carne mortal; quando nos tornamos vermes (Sl. 22:6), para que os homens nos esmaguem, então estaremos como Elias, encurvado para a terra, no caminho da bênção, das chuvas abundantes e do grande avivamento espiritual. Como o Senhor no Getsemani – “Pai, se é possível passe de mim este cálice, não seja, porém o que EU quero, e sim o que TU queres”, ou como Paulo em Gálatas 2:20 – “Vivo, não mais eu, mas Cristo vive em mim”, humilhemo-nos debaixo da potente mão de Deus para que nos exalte abaixo da potente mão de Deus para que nos exalte a seu tempo.
Quando nos encurvamos diante do Senhor, estaremos com essa atitude, desobstruindo o caminho para que desçam as chuvas abundantes do avivamento em nossas vidas. Deus honra a oração de seu povo, porque as orações de seu povo o honram!
O Senhor é o Rei do reis, Senhor dos senhores, o grande General, no entanto Ele quer ouvir a sua voz, a minha voz, a nossa voz. Ele quer que nós expressemos o que está em nosso coração. Ele não quer que alguém diga por nós, mas Ele quer que nós venhamos a falar com Ele
d) Objectividade
Objectividade – Os evangelhos foram escritos tendo-se em vista um objetivo definido: anunciar as boas novas de salvação. Por esta causa, os escritores não se dedicaram a registar pormenores da vida de Cristo, sua infância, seus hábitos diários, seu trabalho na carpintaria, etc. Eles se limitaram a mencionar a origem de Cristo (humana e divina), seu ministério (ensinamentos, milagres), sua morte, ressurreição e ascensão. Uma grande parte de cada evangelho se dedica a narrar os factos da última semana do ministério de Cristo. (Veja Jo. 21:25).
Refere-se ao alvo a atingir. Se pregamos para descrentes, desejamos que eles entendam que precisam de crer em Jesus para ser salvos. Devemos orar muito, antes de pregar, para que o Espírito Santo convença as pessoas do seu pecado. Se isso acontecer, a Palavra de Deus gera vida, solidifica nossa fé, produz mudanças, realiza curas, edifica o caráter, transmite alegria, supera adversidades, derrota a tentação, limpa as nossas mentes, e a pregação alcança seu alvo. E todas estas operações da Palavra de Deus na vida do homem são efetivadas pela Palavra revelada através da unção do Espírito Santo. O centro da pregação deve ser Cristo e não o pregador, como acontece em certas cruzadas ou movimentos evangelísticos. Há pregadores que se perdem no púlpito. Começam a falar do amor de Deus, e passam a divagar sobre o Apocalipse, vão até Génesis, aos profetas e, ao final, não sabem como sair do emaranhado de palavras. É preciso ter objectividade.
Não podemos nos esquecer de que, junto às técnicas e aperfeiçoamentos que possamos desenvolver, uma vida de oração e entrega sem reservas ao Senhor Jesus é uma necessidade indispensável em nosso trabalho.
 A oração de Elias tinha objectividade. Ele sabia o que Deus iria fazer, por isso foi claro. Elias queria chuva, porque Deus disse que a mandaria. Não foi disperso na sua oração, nem nas suas expectativas, ele foi objectivo: “olha para a banda do mar”. Ele sabia o que queria e para onde o seu foco profético deveria ser dirigido. Em tempos de providência sobrenatural de Deus, os discípulos conquistadores oram com objectividade, sem divagações nem devaneios, focados na expectativa da resposta de Deus.
e) Perseverança
Ao entrar na batalha de oração Elias ordenou que seu moço fosse olhar para a banda do mar, para ver se havia alguma nuvem. O jovem voltou e disse ao profeta: nada. Elias não desanimou. Disse ao seu moço: vai até sete. O moço foi segunda vez e voltou com a negativa; terceira vez, nada; quarta, quinta e sexta vez, nada também. O profeta não esmoreceu.
É possível que qualquer um de nós parasse na terceira ou quarta vez. Não adianta orar. Deus não ouve. Deus não quer avivamento. Não existe tal bênção. Não adianta arrazoar, nem desanimar, nem murmurar. O que adianta é perseverar em oração. Se os vinte que esperavam a promessa do Pai da qual Jesus lhes falara tivessem cessado a batalha no quinto ou sexto dia, ou mesmo no nono, não teriam recebido a grande bênção do Espírito. Se Jacó (Gn. 32) lá pelas quatro da madrugada tivesse guardado as armas, não teria sido Israel. Se a pequena igreja de Jerusalém tivesse encerrado a reunião às 22 horas, Pedro teria continuado no cárcere e teria sido morto no dia seguinte. Se os moravianos tivessem desanimado na oração, não haveria Zinzendorf e nem Wesley e o grande avivamento na Inglaterra não teria acontecido.
Precisamos de orar para que o avivamento sopre o seu poder na nação portuguesa, vivificando os lares, despertando as igrejas, movendo os pastores e pastoras e salvando milhões de pecadores. Estamos, apenas tocando nas areias do grande e profundo oceano. Alguns já desanimaram. Outros, porém continuam na batalha como Elias no Carmelo. Oraremos e lutaremos até que os céus nos mandem as chuvas de seu poder e de seu favor. Afinal, o Senhor está desejoso de nos abençoar. Perseveremos em oração. Nada de desânimo, nada de desespero. Uma pequenina nuvem já se forma na banda do mar. O Senhor não tarda em derramar o seu Espírito. Já se ouve o ruído de abundantes chuvas! É o avivamento que está chegando sobre a sua vida!”
Redobre os esforços de oração, de jejuns, de vigílias, de santificação. Firme-se nas promessas do Senhor. Não importa se os homens não crêem; não importa a perseguição, nem as incompreensões. Vale a pena lutar, vale a pena prosseguir. A nuvem do Senhor já se forma e logo derramará o seu poder para salvar, para curar, para revestir de poder. Avivamentos acontecem quando as pessoas ficam perplexas diante daquele que está sentado no Trono.
Orações eficazes são destiladas por discípulos perseverantes, jamais pelos desanimados e desistidos. Elias foi perseverante. Por sete vezes mandou seu servo voltar-se para o lado da resposta profética, até que um sinal físico de resposta se manifestasse. Nesse ano da providência sobrenatural de Deus, os discípulos conquistadores não podem desanimar, nem desistir das batalhas, por causa das primeiras respostas negativas! Creia que será uma questão de tempo e a providência sobrenatural virá!
f) Fé
Esta é a palavra que resume a oração eficaz: Fé! “Já se ouve o ruído de abundante chuva”.
Antes de qualquer um, o intercessor eficaz, é capaz de ouvir, no espírito, o barulho que o deslocamento das bênçãos de Deus produz. Aleluia! Fisicamente nada se via, nem se ouvia, mas o profeta cria no Deus que nunca falha! A sua fé manteve seu ouvido profético aberto para o som espiritual da providência sobrenatural de Deus que chegava.
Alinhe-se com o Senhor e Ele limpará seus ouvidos proféticos, para que você não seja visitado pela confusão. “Faça o seu ouvido atento à sabedoria, inclina o teu coração ao entendimento” (Pv. 2:2). Ainda que não se vejam os sinais físicos da promessa, o discípulo que crê vai liberar a palavra profética da resposta da oração! Aleluia! A oração eficaz é a oração profética, porque é a oração de fé, é a oração que traz à existência o que está determinado no coração de Deus a nosso respeito!
O Senhor tem chamado cada um da família desta Igreja para conquistar a sua terra da promessa. Logo, você está debaixo desta santa convocação. Alinhe-se como um(a) intercessor(a) eficaz e mantenha viva a chama do fogo de Deus em seu coração. Prepare-se para entrar em rota de colisão com a providência sobrenatural do Senhor. As chuvas cairão e a sua vida e a sua história mudarão extraordinariamente!
Já se ouve o ruído de abundantes chuvas. Você está ouvindo? Elias se aproxima. O Senhor não tarda. Redobre-se em esforços de oração, de jejuns, de vigílias, de santificação. Firme-se nas promessas do Senhor. Não importa se os homens não crêem; não importa a perseguição, nem as incompreensões. Vale a pena lutar, vale a pena prosseguir. A nuvem do Senhor já se forma e logo derramará o seu poder para salvar, para curar, para revestir de poder. Avivamentos acontecem quando as pessoas ficam perplexas diante daquele que está sentado no Trono.
Já se ouve o ruído de abundantes chuvas! É o avivamento que está chegando sobre a sua vida!”
  Diante de tudo o que foi dito, o que fazer? Em primeiro lugar, e antes de tudo, deixar a incredulidade. Nossa oração será inútil se não podemos crer que Deus realmente pode fender os céus e descer. É preciso renunciar à tentação de tentar fabricar um avivamento, de tentar copiar avivamentos artificiais que não tem cruz, não tem santidade, não tem convicção de pecado profundo; avivamentos que tem muitas decisões e mãos levantadas, mas poucas conversões, que tem cultos de libertação lotados mas reuniões de oração vazias.Temos que buscar algo que venha do alto!

quarta-feira, 16 de janeiro de 2013

Factores que inviabilizam a conquista de uma promessa!


“Porém vós não quisestes subir; mas fostes rebeldes ao mandado do Senhor nosso Deus. E murmurastes nas vossas tendas, e dissestes: Porquanto o Senhor nos odeia, nos tirou da terra do Egito para nos entregar nas mãos dos amorreus, para destruir-nos. Para onde subiremos? Nossos irmãos fizeram com que se derretesse o nosso coração, dizendo: Maior e mais alto é este povo do que nós, as cidades são grandes e fortificadas até aos céus; e também vimos ali filhos dos gigantes. Então eu vos disse: Não vos espanteis, nem os temais. O Senhor vosso Deus que vai adiante de vós, ele pelejará por vós, conforme a tudo o que fez convosco, diante de vossos olhos, no Egito; Como também no deserto, onde vistes que o Senhor vosso Deus nele vos levou, como um homem leva seu filho, por todo o caminho que andastes, até chegardes a este lugar. Mas nem por isso crestes no Senhor vosso Deus, Que foi adiante de vós por todo o caminho, para vos achar o lugar onde vós deveríeis acampar; de noite no fogo, para vos mostrar o caminho por onde havíeis de andar, e de dia na nuvem” (Dt. 1:26-33).
Introdução
Neste estudo abordaremos os acontecimentos e a postura do povo de Deus, recém-saído do cativeiro egípcio, diante da terra da promessa. Já vimos que o Senhor os tirou da terra da escravidão e os coloca diante da terra que mana leite e mel, ocasião em que Moisés levanta doze príncipes (um de cada tribo) para espiarem a terra da promessa e trazerem um relatório positivo e animador em relação à conquista daquele território.
O povo de Deus está diante de Canaã, a Terra Prometida por Deus. Este lugar, hoje chamado de Israel, ocupa uma faixa bem estreita entre o mar Mediterrâneo e o rio Jordão. O pedaço da terra mais disputado do mundo. Milagrosamente, por intermédio de Moisés, o Senhor os tirou da terra da escravidão e do opróbrio e os coloca frente a frente com a terra que mana leite e mel. Agora, eles recebem o relatório dos príncipes que Moisés enviou para espiar a terra.
Moisés esperava que todos trouxessem bons relatórios, mas, infelizmente, o texto bíblico nos mostra que o resultado não foi como o imaginado pelo líder, pois o relatório de dez dos doze foi de desistência e derrota; apesar de dizerem que a terra era boa, relataram que seria impossível conquistá-la por causa das suas cidades grandes e fortificadas e dos gigantes que nelas habitavam.
No entanto, o relatório de dez dos doze foi de desistência e derrota: a terra era boa, mas seria impossível conquistá-la. Fixaram-se nas dificuldades e circunstâncias, deixando de ver o grande poder do Senhor que os libertou com mão forte. Na verdade, todo o povo, excepto Josué e Calebe, estava fisicamente livre da escravidão egípcia, mas na alma ainda estava escravizado.
Quando olhamos para as circunstâncias, e não para Deus; quando consideramos as nossas tentações e corrupções inatas fortes de mais para serem vencidas; quando os gigantes nos parecem maiores que Cristo que ascendeu aos céus, também nós damos as costas ao descanso de Deus e vamos em busca das áridas peregrinações do deserto.
Ao ouvir o relatório, toda a congregação desanimou, elevaram a voz e choraram desalentadamente. Muitos começaram a gritar seus sentimentos de raiva e ira. Não tardaram em começar a murmurar contra Moisés e contra Deus dizendo: “Tomara que tivéssemos morrido na terra do Egito ou mesmo neste deserto” (Nm. 14:2)! Outros decididamente se amotinaram com o propósito de encontrar um novo líder e voltarem para o Egito.
Assim, por causa da mentalidade de escravos, facilmente denunciarem suas almas doentes, através da incredulidade, do medo, da murmuração e da rebelião. Encheram-se de impossibilidades e limitações, inviabilizando uma grande conquista em suas vidas. Hoje muitos estão assim como eles: diante das promessas de bênçãos e vitórias para o casamento, família, gruposs, ministério, finanças, optam por desistir de lutar pela conquista destes territórios. Muitos até confessam que há realmente promessas que precisam ser conquistadas, mas por causa de fatores limitantes em suas vidas, recuam. É preciso romper tais limites para progredirmos na conquista das promessas de Deus para nós!
É evidente que o grande problema não estava na terra nem nos seus habitantes, mas dentro deles mesmos. As fortalezas e gigantes habitavam dentro deles - o pecado, a dúvida, o medo, a frustração, a insegurança, a incredulidade, o desânimo, as fofocas, o coração contaminado - e, certamente, eram herança do tempo da escravidão no Egipto. Eles foram tirados do Egipto, mas o Egipto, com suas influências, ainda permanecia dentro deles, e funcionava como impeditivo da conquista.
Deus se ira pelo desrespeito ao seu projeto par o povo, que vai desembocar na História da Salvação; plano esse que tem garantido livramento, prosperidade, segurança e paz. Moisés intercede pelo povo, cria novas possibilidades, mantendo aberta a relação entre Deus e o povo.
O carácter de escravo, essencialmente carnal, que lhes foi moldado no tempo da escravidão egípcia, mostrava a grande debilidade daquele povo e denunciava alguns factores que inviabilizavam a conquista da promessa. Ainda hoje, muitos estão na caminhada dos salvos e libertos da escravidão do mundo, mas alguns factores ainda permanecem em suas vidas, denunciando um carácter anómalo e inviabilizando muitas das suas conquistas. Vejamos alguns desses factores inviabilizadores de uma conquista.

1.     Factores que inviabilizam a conquista de uma promessa:
a)    Não desejar conquistar a promessa
A vida nos impõe não raramente “escolhas”, decisões a tomar. Se não soubermos optar por decisões sábias corremos o risco de perder privilégios e amargaremos grandes desilusões. No mundo em que vivemos somos pressionados a assumir posição entre obedecer ou desobedecer, estudar ou não estudar, trabalhar ou não trabalhar, casar ou não casar, etc. Certamente tais decisões poderão trazer sobre nossa vida bênçãos, ou maldições. Daí a necessidade de fazermos a escolha certa para não vivermos de maneira frustrada, convivendo com fracassos!
Parece algo impossível e, de certa forma, é até difícil de acreditar, mas muitos não querem tomar posse das bênçãos de Deus. Sabem que elas existem e que o Senhor lhes prometeu, mas não querem conquistar! Uns ficam inseguros quanto a experimentar o novo de Deus, outros se acomodam na situação em que estão e até espiritualizam suas histórias, consolidando-se mentalmente de que não precisam de mais nada na vida. Outros caiem no erro de achar que aquilo que querem conquistar é algo que Deus se predispôs a dar.  Há ainda outros que simplesmente rejeitam o facto de que Deus tem promessas de bênçãos para as suas vidas, famílias, grupos, ministérios e finanças; não acreditam que são filhos e herdeiros de Deus. Outros podem paralisar a conquista de um líder autêntico, por causa do pecado, da dúvida, do medo, da frustração, da insegurança, da incredulidade, do desânimo, das fofocas, do coração contaminado. Somos chamados para viver uma vida de retidão, e quando nos envolvemos em uma dessas situações, saímos do que a Bíblia ensina.
b)    Rebeldia
Rebelião é o ato que acontece quando desobedecemos as normas que foram constituídas. O pecado de rebeldia teve origem no céu, o que fez Deus? Expulsou o rebelde de sua casa. Amados tomem muito cuidado com este pecado, pois Deus não suporta a rebeldia (Is 30:1).
Rebelião é o ato de resistir à autoridade instituída. Ela só flui do coração daquele cuja mente não foi renovada em Cristo. A mente não renovada não autoriza o discípulo a se submeter, nem a obedecer a certos comandos, principalmente quando isto traz o novo para sua vida. Sempre que Deus se move no sentido de nos levar a experimentar mudanças, a mente de escravo tenta se manifestar, trazendo medo, insegurança e desconforto emocional, levando-nos a resistir, mesmo inconscientemente, à voz de Deus. Isto é rebeldia! A mente não renovada não está aberta às renúncias necessárias para que se faça a vontade de Deus, principalmente quando esta vontade mexe com nossas estruturas de conforto emocional.
Como pode ser de Deus essa Terra da Promessa, se para entrarmos nela precisamos conquistá-la, vencendo os gigantes? Se Deus nos deu, por que lutar por ela? Jamais entraremos. Será muito doloroso para nós! Busquemos outro líder e voltemos para o Egito! Rebelião traz derrota e morte, na vida do líder e dos liderados! Deus quer nos libertar da rebelião. Submissão e obediência são marcas inquestionáveis de um conquistador de promessas.
Rebelde é a pessoa que deliberada e persistentemente desobedece ou resiste e desafia uma autoridade superior. Naturalmente, ‘a tolice está no coração da criança’ (Pv. 22:15)
A rebeldia causa humilhação – (Sl 107:11, 12). Este texto nos fala de um povo ingrato, que tiveram todo o tipo de bondade vinda da parte do Senhor. Pois bem o que fizeram, começaram a murmurar por todos os cantos. O que Deus fez, deixou que eles tropeçassem, e este tropeço causou-lhe muita humilhação. Cuidado, todo o rebelde um dia será humilhado.
Esse foi o segundo factor limitador de uma conquista referido no texto. A rebeldia é uma oposição a todo e qualquer comando sobre a vida da pessoa, inclusive comandos de Deus, mesmo que sejam para progredir em direcção à bênção e à vitória. O assunto é tão sério, que em 1 Samuel 15.23 o Senhor compara a rebelião ao pecado da feitiçaria e diz que assim como o rebelde rejeita a Palavra do Senhor, Ele também o rejeita. Onde entra a rebeldia, cessa o processo de conquista.
c)     Murmuração
O terceiro factor inviabilizador de uma conquista é a murmuração. A murmuração é um dos piores tipos de pecados, pois é diária e diretamente contra Deus. O murmurador não consegue ver a mão de Deus sobre a sua vida, principalmente nos momentos de crise e lutas. Acha que Deus o abandonou, que está vivendo a pior de todas as crises, que Deus o enganou; enche os céus sobre a sua cabeça com palavras cheias de morte e derrota. Reclama de tudo e de todos. A murmuração é companheira da ingratidão. Não consegue ver que apesar das dificuldades, a terra prometida é dele e precisa ser conquistada.
A murmuração é uma ofensa contra Deus! Murmurar traz graves consequências. Quando os Israelitas murmuraram contra Deus, Ele enviou serpentes ao deserto, os fez voltar pelo caminho do deserto, rumo ao mar Vermelho, andando em círculos por quarenta anos, até que se consumisse toda aquela geração. Estavam salvos, porém não desfrutaram da terra prometida. O crente que murmura, está salvo, porém não entra no reino de Deus enquanto ainda é peregrino na terra, vive em retrocesso de vida, sua casa não se firma, seus planos fracassam.
A murmuração é um ladrão da alegria. Murmuração é como um buraco negro que suga toda a luz da vida do crente, que rouba a sua alegria, a gratidão. E a ingratidão é uma sementeira fértil para o desânimo, para o esfriamento espiritual, para a apostasia. A murmuração é um dos piores tipos de pecados, pois é diária e é diretamente contra Deus. Ela entristece o coração de Deus. O crente que murmura é como uma mulher rixosa dentro de casa, que entristece aos seus entes próximos, que enfraquece os relacionamentos (Pv. 21:9). A murmuração não é um pecado típico de um vacilo momentâneo, de um momento de fraqueza, de falta de vigilância. Não! Ela é constante e produz amargura.
Jesus, nosso parâmetro de vida cristã, jamais permitiu que de sua boca saísse uma só palavra impura. Ele foi oprimido e humilhado, mas não abriu a boca (Is. 53:7). A murmuração entristece ao Espírito Santo, pois revela que nosso coração não está contente com o que Ele nos tem concedido, que não cremos em Sua Palavra quando diz que todas as bênçãos espirituais estão em Cristo Jesus. Se todas as coisas cooperam para o bem daqueles que amam a Deus, porque murmurar quando algo me acontece que não tenha sido consequência de pecado? E se for por consequência de pecado, tenho razão em murmurar? Não! Não há campo, em hipótese alguma, para a murmuração na vida do crente.
A murmuração acompanha o medo e a insegurança. Deus não tolera a murmuração e, por causa dela, muitos não conquistam seus territórios. Para a bênção entrar, a murmuração deve sair! Conquista e murmuração jamais andam juntas. Para se tornar um conquistador das promessas de Deus, o discípulo precisa ser liberto da murmuração.
d)    Medo
A primeira coisa que nos acontece quando sentimos medo é uma interrupção súbita do processo de racionalização, perdemos a capacidade de racionalizar uma situação qualquer. Paramos de pensar.
Rompida a comunhão com Elohîm, o medo se torna em desespero e transferência de culpa: A mulher que me deste por companheira, ela me deu da árvore, e comi (Gn. 3:12). O medo é desagregador, assim como o pecado. Faz com que o indivíduo desconfie do outro, que lhe é semelhante. Ao contrário do amor que não “suspeita mal … [e] tudo crê” (1 Co. 13:4-7), o medo desconfia das pessoas, suspeita mal até das boas ações.
O medo também impede o indivíduo de assumir as suas responsabilidades e o seu papel como homem ou mulher. Adão, como cabeça de sua esposa, deveria protegê-la não apenas da tentação, mas também da responsabilidade da culpa. Pelo contrário, transferiu para a mulher a responsabilidade da Queda. Nesse momento, Eva, provavelmente, sentiu-se desprotegida; seu marido, com medo das consequências do pecado, tenta, inutilmente transferir a culpa para ela. A tensão estava presente. A brisa suave cedera ao rubro das circunstâncias. Antes confiança, agora o medo! Outrora afeto, agora desconfiança! O medo presente em todas as emoções humanas. Inutilmente transferiram a culpa à uma. Deus responsabilizou-os individualmente.
O medo tem a capacidade de evitar que façamos algo mentalmente. Ele cria uma situação de impasse e pára qualquer processo mental.
O medo paralisa, inibe a pessoa e a impede de conquistar a promessa. Quando o medo entra em ação, ele paralisa a fé e imobiliza as ações de conquista, travando o seu possuidor. Por isso o medo é um dos maiores geradores de discípulos desistidos na caminhada espiritual. Em geral, o medo desvia os olhos da bênção para as circunstâncias, fazendo a pessoa mudar de foco, mesmo quando já está diante da promessa.
O medo hipertrofia o poder e as ações do adversário e minimiza ou anula o poder e as operações de Deus. Ele leva a pessoa a se fixar no tamanho dos inimigos e dos obstáculos e não mais o da bênção. Ele faz de nós covardes e perdedores, impedindo nossas conquistas. Discípulos com medo, além de não tomarem posse da promessa, infundem o medo no seu povo, impedindo que muitos conquistem a bênção. Para ser conquistador é preciso mudar de mentalidade e lançar fora todo medo.
O medo paralisa as acções de conquista porque neutraliza a fé da pessoa. O medo é o maior empecilho para a conquista. Muitos fracassam porque no momento de se decidirem esbarram no medo e dizem: “será que vai dar certo?”; outros dizem: “é muito difícil”. A bíblia nos diz que todos os que foram espiar a terra eram homens preparados, homens escolhidos a dedo, cabeças em suas tribos (Nm 13:3), mas no momento da decisão falharam. O medo invadiu-lhes o coração, e então, a promessa que lhes havia sido prometida não lhes foi proveitosa, porque não creram. Quando o cristão é visitado pelo medo, ele se esquece do Deus Todo-Poderoso com quem está aliançado e, diante de qualquer relatório contraditório, terá seu coração derretido e se acovardará, porque seus olhos só conseguem ver derrota, fracasso e impossibilidades, jamais conquista. Tem gente que tem medo até de ser feliz e abençoado por Deus!
e)     Incredulidade
A incredulidade é a antiga raiz de pecado que provocou a queda do homem. - Há três grandes inimigos contra os quais os filhos de Deus deveriam lutar diariamente em oração: Orgulho, Mundanismo e a Incredulidade. Mas, destes três, nenhum é pior do que a Incredulidade!
A incredulidade tem mais fases que a lua e mais cores que um camaleão. A incredulidade é parceira da rebelião, do medo e da insegurança. O povo viu os sinais e as maravilhas de Deus no Egito e no deserto, mas não creu que a Terra Prometida era a bênção de Deus para eles, nem que Ele era poderoso para continuar operando a seu favor. A mentalidade mundana (de escravo) roubou-lhes a fé, a expectativa do sobrenatural de Deus, a confiança na fidelidade de Deus. Tinham as mentes cativas pelo velho senhorio dos opressores egípcios, seus antigos senhores nada confiáveis. Como então acreditar nesse novo Senhor e no Seu libertador (Moisés)?
A incredulidade é um afronta à soberania e à fidelidade de Deus. Conquistadores são homens e mulheres de fé! O Senhor quer levantar um exército de discípulos cheios de fé, que marchem como conquistadores na terra da família, da santidade, das grupos, das finanças, das cidades. O Senhor quer entregar o governo na sua Igreja para líderes que sejam modelos na fé, que crêem no sobrenatural de Deus.
Há muitos que mesmo vendo os actos poderosos de Deus no seu meio, não acreditam que Deus possa abençoá-los. Não crêem na fidelidade, nem na soberania de Deus. Aquele povo, a despeito dos grandes feitos de Deus a seu favor, não cria que Deus pudesse dar-lhe a vitória. A incredulidade é o terrível factor de inviabilização de conquistas, porque ela paralisa a caminhada, tira a pessoa da rota da vitória e a autoriza a caminhar pelo próprio entendimento. A incredulidade é parceira do humanismo, do cepticismo e alimenta os argumentos contra as promessas de Deus e suas conquistas.
Esforce-se com toda a diligência para manter fora o monstro chamado incredulidade. Isto desonra tanto a Cristo que Ele retirará Sua presença de nós se O insultarmos satisfazendo este monstro. É verdade que é uma erva daninha, sementes que jamais arrancamos totalmente do solo, mas devemos olhar em suas raízes com zelo e perseverança. Dentre todas as coisas detestáveis a incredulidade é a mais abominável.
O Senhor colocou-o diante de Canaã. Abra seus olhos espirituais e tenha a visão de Deus para a sua vida, família, grupos, finanças. Renuncie agora mesmo a todo governo da mentalidade de escravo sobre sua vida. Quebre os pactos e rasgue os argumentos do velho passado em sua vida. Veja-se um conquistador em Cristo, chamado para tomar posse da bênção. Deus quer libertá-lo, renovar sua mente em Cristo, porque sua família, seus grupos, seu bairro e sua cidade precisam ser conquistadas e consolidadas. Deus quer abençoá-lo. Tome posse da libertação da velha mentalidade, em nome do Senhor Jesus. Vire as costas para o Egito e veja-se alojado em Canaã, na sua porção!
Coloque-se na presença do Senhor e avalie-se, conforme o texto bíblico abordado. Assuma a sua posição de livre em Cristo Jesus e declare quebradas todas as cadeias que porventura ainda prendam a sua alma. Nunca se contente com menos do que tudo o que o Senhor lhe prometeu. Dê um basta a qualquer dos factores inviabilizadores de suas promessas e rompa nas conquistas sobrenaturais de Deus.